sábado, 12 de julho de 2014

A sombra dos bens futuros

       "Porque tendo a Lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados. Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados."

Hebreus 10:1-4


         Caro leitor, que a paz esteja contigo! Todos os 5 primeiros livros da Bíblia fazem menções proféticas sobre o Messias, e sobre os feitos do Messias. No livro do Gênesis, o próprio Criador menciona, na ocasião da queda de Adão e de Eva, a vinda do Messias, tipificado como a semente de Eva ou a descendência de Eva (Gênesis 3:15). Alguns interpretam a semente ou descendência da serpente como sendo o anticristo que virá no fim dos dias. E Deus fez a Adão e à Eva túnicas de peles, e os vestiu. O que subtende-se que animais foram mortos, ou seja, simboliza que pecado só pode ser reparado com sacrifício.
          No mesmo Gênesis, Enoque filho de Jarede e pai de Matusalém, andou com Deus e Deus o tomou para si, é uma referência profética ao que os evangélicos chamam de arrebatamento da Igreja que vai ser feito por Jesus. (Gênesis 5:24). A própria arca construída por Noé é um símbolo profético do Messias redentor. Assim como quem entrou naquela arca foi salvo, quem estiver em Jesus, e Jesus estiver nele, o tal será salvo da ira futura do Criador e da morte eterna. E o dilúvio é uma referência ao batismo nas águas.
          O sacrifício de Isaac foi um outro evento profético. Deus ordena a Abraão que vá à terra de Moriá (o monte onde estava o templo de Jerusalém), e Abraão se sujeitou sem contestar, sem reclamar. No momento em que Abraão ia matar Isaac, o Anjo do SENHOR aparece e o impede e providencia um cordeiro. (Gênesis 22:1-14). Ou seja, Abraão não precisou sacrificar o seu próprio filho Isaac, porque Deus providenciou o cordeiro dele (o Filho d'Ele). Você compreendeu? Aquele carneiro simboliza Jesus sendo sacrificado no lugar de Isaac. E um dos netos de Isaac, José, foi vendido como escravo pelos seus próprios irmãos de sangue, e levado ao Egito onde foi escravo, prisioneiro, e depois governante, tipo um primeiro-ministro dos dias de hoje. Vamos interpretar esse fato bíblico, ao quê se refere profeticamente. 1- José filho de Jacó/Israel, simboliza o Messias. 2- os irmãos de José simbolizam a nação israelita. 3- o Egito antigo dos faraós simboliza o mundo pagão, idólatra, pecador. José vendido pelos irmãos simboliza a rejeição à Jesus pelo povo judeu. José escravizado e preso no Egito simboliza a perseguição dos romanos (pagãos mundanos) no começo do Cristianismo. José elevado pelo faraó a governante do Egito simboliza a aceitação das nações ao Evangelho de Jesus, Jesus é o rei das nações antes pagãs e depois cristãs. Os sete anos de fome na terra de Canaã, a tentativa de reter Benjamim no Egito da parte de José, simbolizam o período da grande tribulação apocalíptica. A reação de angústia e súplica de Judá para que o governante do Egito (José) deixe-o levar Benjamim de volta, simboliza o futuro arrependimento dos judeus quanto ao não terem aceito o Messias quando Ele veio da primeira vez. A revelação de José aos seus irmãos simboliza que não serão as igrejas cristãs quem converterá o povo judeu, e sim o próprio Messias em pessoa.
           Também Moisés e a primeira páscoa: 1- O Egito simboliza o mundo, o paganismo e o pecado. 2- Os israelitas escravizados simbolizam as pessoas escravizadas pelos pecados e pelos demônios. 3- O faraó simboliza o diabo, Satanás. 4- Os soldados e ministros do faraó simbolizam os demônios que servem ao diabo, principalmente os capatazes que atormentavam os escravos hebreus. Moisés desafiando o faraó em nome de Deus simboliza Jesus desafiando o diabo em nome de Deus, o Pai. E as pragas no Egito simbolizam  Deus dando uma surra no diabo e nos demônios para obriga-los a libertar às pessoas que querem se juntar à Deus. E o faraó se resignando a deixar o povo hebreu ir simboliza o diabo se resignando a vontade de Deus e deixando as pessoas saírem do seu domínio. A terra de Canaã simboliza o Reino dos Céus, o Paraíso celeste. Moises levando o povo para a terra prometida simboliza Jesus levando os salvos para a casa do Pai d'Ele. O pão ázimo ou asmo, conforme a tradução bíblica, é o pão sem fermento. O fermento é um símbolo do pecado. As ervas amargas simbolizam o sofrimento humano por causa das consequências dos pecados, e dos hebreus por causa da escravidão. O sangue nas entradas das casas dos hebreus durante a praga da morte dos primogênitos egípcios simboliza o sangue de Jesus Cristo protegendo os salvos. O Pentecostes (entrega da Torah no monte Sinai) simboliza a vinda do Espírito Santo aos salvos por Jesus Cristo. E a festa dos tabernáculos simboliza a futura volta de Jesus Cristo à Terra. O Sábado simboliza o Milênio, o Reinado de 1000 anos do Messias no futuro (Apocalipse 20:1-6). O maná simboliza Jesus como o pão vivo que desceu dos Céus. Sim, a Torah, a Lei faz muitas referências à pessoa de Jesus e os seus feitos.
 

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